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Acessibilidade
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Estacionamento
Dá-te acesso ao Pátio das Escolas, à Biblioteca Joanina e ainda à Cabra. É o local onde vários licenciados rasgam o seu traje académico, deixando um pedaço na mesma, fechando assim uma etapa na sua vida de estudante, e ainda onde se traça pela primeira vez a capa, na Queima das Fitas.
Surgida nos anos finais do século X, durante o período de dominação muçulmana, a Alcáçova – zona elevada da cidade onde residiam as autoridades, e com funções de defesa – viria a ser habitada pelos reis portugueses a partir de 1130, tornando-se o primeiro paço real do país.
Hoje não são já visíveis os elementos de arquitectura militar que protegiam a entrada da fortificação medieval, ainda que no interior do edifício, perdurem vestígios dos dois torreões semicirculares que a flanqueavam.
Compreensivelmente, no segundo terço do século XVII – quando as preocupações com a segurança tinham perdido relevância e as próprias torres da cerca da cidade, de há muito, tinham sido convertidas em habitações – levantou-se a Porta Férrea, cuja iconografia adopta linguagem claramente universitária.
A entrada e o exterior da Porta Férrea são coroados pela figura da Sapiência – a insígnia da Universidade, que figura também no empedrado do passeio que antecede a entrada.
Logo abaixo da Sapiência surgem, em posição central – um no interior e outro no exterior – os dois reis que marcaram a história da instituição: no exterior, D. João III, cuja estátua se encontra no pátio, e no interior da Porta Férrea, D. Dinis, o fundador da Universidade.
Lateralmente, estão representadas, as faculdades maiores: no lado exterior, Leis e Medicina e, na face interior, Teologia e Cânones.




